O avião suíço Impulso Solar, que funciona por energia solar, deu meia volta neste sábado de volta a Bruxelas, devido a dificuldades durante o voo. Com isso, o objetivo de alcançar o aeroporto de Le Bourget, perto de Paris, não foi atingido, anunciou uma porta-voz à France Presse.

A aeronave, que decolou da capital belga, teve de dar meia volta logo depois de entrar em território francês, segundo a porta-voz do Solar Impulse.

“Não há nenhuma pista de aterrissagem intermediária, e como as baterias de energia estavam diminuindo, preferimos dar meia volta para não colocar a vida do piloto [André Borschberg] em perigo”, explicou a porta-voz.

O avião tentará de novo na semana que vem alcançar Le Bourget, quando a meteorologia permitir, assegurou a porta-voz. O Solar Impulse (“Impulso Solar”, em inglês) é o convidado de honra do Salão Internacional da Aeronáutica e do Espaço de Le Bourget, que abrirá em 20 de junho.

Avião entrou para a história ao fazer voo de 24 horas usando apenas a propulsão de painéis solares e bateria

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PRIMEIRO VOO

O primeiro voo internacional do avião experimental movido totalmente a energia solar foi realizados em 13 de maio.

O Solar Impulse saiu do aeroporto de Payerne, na Suíça, em direção a Bruxelas, na Bélgica. A viagem de doze horas foi um teste para a capacidade do Solar Impulse de fazer percursos usados por aviões comerciais.

No ano passado, a aeronave já bateu o recorde de maior tempo de voo obtido por um avião movido a energia solar, ficando no ar por 26 horas, 10 minutos e 19 segundos.

O Solar Impulse, que tem capacidade para apenas um tripulante, já realizou diversos voos dentro da Suíça — como entre os aeroportos de Genebra e Zurique, por exemplo.

“Pilotar uma aeronave como a Solar Impulse pelo espaço aéreo europeu e pousar em um aeroporto internacional é um desafio incrível para todos nós, e o sucesso disso depende do apoio das autoridades”, diz o piloto e co-criador do avião, Andre Borschberg.

Em um prazo de até três anos, a equipe do Solar Impulse planeja realizar voos transatlânticos e completar uma volta ao mundo, sempre em missões tripuladas.

Fonte: Folha.com