Embora esteja aprovado para o cirurgião-dentista, seu uso não deve ter objetivos meramente comerciais

A odontologia vem ganhando cada vez mais espaço no cenário nacional e internacional quando se trata de saúde e estética. Recentemente, universidades brasileiras foram consideradas as melhores do mundo nesta área. Isso acontece porque o dentista brasileiro costuma ter uma visão equilibrada quando se trata de estética, e busca resultados naturais. Nesse contexto, o uso da toxina botulínica (comumente chamada de Botox) pelos cirurgiões dentistas foi aprovado pelos Conselhos de odontologia e cresceu exponencialmente nos últimos anos. Entretanto, requer profundo conhecimento anatômico, bioquímico e funcional, e isso serve de alerta para especialistas e pacientes.

Cursos de harmonização orofacial estão se multiplicando pelo país, mas muitos apresentam cunho meramente comercial e lucrativo, e estão ensinando as técnicas de forma irresponsável. Prova disso é que alguns ex-alunos, recém treinados, estão oferecendo cursos mesmo com pouquíssimo tempo de prática clínica. Poucos são os cursos que oferecem informação escalonada e confiável – desde o conhecimento básico aprofundado até o emprego de técnicas clínicas sob comprovação científica e acompanhamento a curto, médio e longo prazos. Por isso, é necessário ser cauteloso. “Como profissionais da área da saúde, não somos vendedores de produtos ou técnicas. Somos promotores de saúde bucal e orofacial e esse fato nos confere responsabilidade e bom senso até para negar um pedido de um paciente, movido pelas pressões da mídia e dos padrões estéticos”, afirma a Drª Maristela Lobo.

Torna-se necessária uma rigorosa avaliação e a indicação correta dos procedimentos a serem executados, para que não se perca o foco na promoção de saúde e bem estar para o paciente. Afinal, os cirurgiões dentistas, e as novas técnicas que foram permitidas são apenas ferramentas que permitem ampliar a área de atuação e beneficiar o paciente. O uso da toxina e dos preenchedores, sem dúvida, fez surgir novos horizontes na odontologia. Recentemente, foi liberado para o cirurgião-dentista a atuação em uma área da face para realizar procedimentos que antes só dermatologistas e cirurgiões plásticos podiam fazer. “Está liberada para tratamento com produtos injetáveis a área que vai do osso hióide até o início da área pilosa do terço superior da face; ou seja, o dentista agora pode harmonizar os três terços da face, trabalhando a musculatura relacionada à mastigação e equilibrando a estética”, comenta. Em outras palavras, é um novo mercado para a odontologia que está em expansão através de cursos especializados nos procedimentos. A Drª, que recentemente esteve presente no “Curso Master em Toxina Botulínica e Preenchimento Facial para Harmonização Orofacial”, que ocorreu em Miami, no início de maio, promovido pelo prof. Altamiro Flávio Ribeiro Pacheco e equipe, trouxe as novidades deste novo mercado como treinamento, avaliação das estruturas anatômicas, riscos dos procedimentos e os resultados imediatos e tardios de alguns deles. Já é o quinto curso que a Dra. Maristela Lobo faz sobre esse assunto.

A Toxina Botulínica age como um medicamento local, específico, potente e eficaz nos tratamentos de hipertonias musculares, e pode ser usado para equilibrar e dar harmonia ao sorriso e à face. Ela auxilia no tratamento das DTMs (Disfunções temporo-mandibulares), assimetrias faciais e labiais, cefaléias tensionais, sialorréia, dentre outras. Porém, a especialista alerta que no Brasil ainda não há muito critério de aplicação das técnicas, o que deve ser visto com cautela, já que pode promover efeitos adversos e intercorrências bastante desagradáveis – tais como assimetrias faciais temporárias e lesões neutrais e/ou vasculares irreversíveis.

Ainda assim, com o curso no exterior e as experiências vividas, é possível dizer que as técnicas têm sido inovadoras para a odontologia, tanto para o profissional quanto para o paciente. “A toxina botulínica é um medicamento local relativamente duradouro. Age como adjuvante na proteção das reabilitações orais, pois modula a atividade dos músculos da mastigação, e auxilia no combate à esqueletização da face”, afirma. Além disso, ainda previne os sinais de envelhecimento facial, promovendo sorrisos mais simétricos e permitindo a harmonia dos terços da face de uma forma mais natural e menos invasiva. Para conhecer mais sobre o assunto, acesse www.maristelalobo.com.br.

Fonte: Assessoria de Imprensa

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