A capital argentina barata que fazia a alegria (e enchia as malas) dos brasileiros ficou para trás. Pelo menos em itens como perfumaria, roupas, sapatos e miscelâneas, que encareceram e deixaram de ser uma pechincha.

Ingressos para eventos também têm saído por um preço salgado entre os portenhos: o show da banda escocesa de rock Primal Scream, cuja entrada mais barata (meia) custou R$ 60 em São Paulo, saiu em Buenos Aires por, no mínimo, 225 pesos (R$ 93), uma diferença razoável.

Alimentação, passeios e transporte, contudo, ainda compensam. Um bom jantar em Puerto Madero -uma das regiões chiques da cidade- para duas pessoas com um vinho argentino pode sair, em média, 240 pesos (ou R$ 99), valor ainda abaixo dos restaurantes mais sofisticados de São Paulo, por exemplo.

Marina Lang/Folhapress
Vista da rua Florida, bastante frequentada por brasileiros para compras em Buenos Aires

“Os restaurantes são a melhor opção”, diz a relações públicas Marina Mosol, 29, que esteve na cidade no início do mês. “A comida é saborosa e os preços são atraentes. O uso de táxi também é opção que sai em conta.” A analista de mídias sociais mineira Mônica de Paula, 32, que estava m Buenos Aires no final de setembro, concorda. Ainda dá para comer e beber pagando pouco. Comprar maquiagem e produtos de beleza compensa.”

Isso depende, na verdade, do produto: batons da grife americana Mac e cremes hidratantes da francesa Rok custam, em média, o mesmo que no Brasil -R$ 70 e R$ 120, respectivamente.
“Quando fui em 2009 para Buenos Aires, comprei mais roupa que dessa vez”, observa Mônica. “As roupas estão mais caras agora. Mas procurando, você acaba achando algumas com preço bom. Comprei uma blusa lá por 120 pesos (R$ 50) que aqui não seria menos de R$ 120.”

Livros, porém, ainda valem a pena. “Os que comprei compensaram: custavam R$ 60 e, aqui no Brasil, valeriam, no mínimo, R$ 90. Além da livraria El Ateneo ser linda”, afirma ela, sobre o edifício da livraria na avenida Santa Fé.

Editoria de Arte/Folhapress