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Com 54% do bioma, Caatinga perde duas cidades de SP por ano

4 March 2010 3 Comentários

A caatinga vem perdendo por ano uma área de sua vegetação nativa equivalente a duas vezes a cidade de São Paulo, revelou o primeiro monitoramento já feito sobre esse bioma.

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, resta pouco mais da metade –53,62%– da cobertura vegetal original típica do semiárido nordestino.

A principal causa de desmatamento na região é a produção de energia. Abatida, a mata nativa é transformada em lenha e carvão destinados a abastecer siderúrgicas nos Estados de Minas Gerais e do Espírito Santo ou a mover indústrias de gesso e cerâmica instaladas no próprio semiárido.

“Sem estimularmos alternativas de geração de energia, como gás natural ou energia eólica [dos ventos], não vamos conter o desmatamento na caatinga”, observou ontem o ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) ao divulgar os números do monitoramento do bioma, que só existe no Brasil.

Minc classificou de “intolerável” o ritmo do corte da vegetação no local e anunciou para breve novas ações de repressão no semiárido. Recentemente, o ministério mandou parar parte das indústrias de gesso instaladas na região.

Dados de satélite indicam que a caatinga perdeu, num período de seis anos, entre 2002 e 2008, 16.576 quilômetros quadrados de vegetação nativa. Isso equivale a 2% do bioma, que detém cerca de 10% do território nacional. O ritmo do desmatamento é semelhante ao verificado na Amazônia.

Apesar do porte menor das árvores, o abate da caatinga foi responsável pelo lançamento de 25 milhões de toneladas de carbono por ano na atmosfera.

Isso significa o dobro do corte das emissões de carbono planejado pelo governo com medidas de eficiência energética em 2020. Ou o equivalente à geração de energia por fontes alternativas, como pequenas hidrelétricas e usinas eólicas, também em 2020, conforme as metas oficiais do país.

O desmatamento na caatinga preocupa porque a região do semiárido já foi identificada como uma das áreas mais vulneráveis no Brasil às mudanças climáticas. Um terço da economia pode ser afetado com o aumento da temperatura.

Carlos Minc adiantou que o bioma também deve contar com metas para a redução do abate de árvores, da mesma forma que a Amazônia e o cerrado.

“A Amazônia é fundamental, mas o ministério não pode ser samba de uma nota só”, disse. Uma das medidas em estudo é a criação de mais unidades de conservação na caatinga, como a que será estabelecida na serra das Confusões (PI) neste mês. Áreas protegidas representam atualmente 7% do bioma.

Bahia e Ceará concentram mais da metade do desmatamento medido pelo ministério no período mais recente, até 2008. O município de Acopiara (CE) lidera o ranking. Em Alagoas, o ritmo foi menor, mas restam poucas áreas preservadas no Estado.

O padrão de corte de árvores na caatinga é diferente do verificado em outros biomas já monitorados. Nos últimos anos, os satélites mostram que o desmatamento ocorreu de forma pulverizada na região.

Folha de São Paulo

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    MANGUESAL TAMBEM CHAMADO DE MANGAL, e um ecossistema costeiro, de transição entre os ambientes terrestre e marinho, uma zona umida caracteristicas de regiões tropicais e subtropicais.

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    Caatinga (do Tupi: caa (mata) + tinga (branca) = mata branca) é o único bioma exclusivamente brasileiro, o que significa que grande parte do seu patrimônio biológico não pode ser encontrado em nenhum outro lugar do planeta. A caatinga ocupa uma área de cerca de 850.000 km², cerca de 10% do território nacional, englobando de forma contínua parte dos estados do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia (região Nordeste do Brasil) e parte do norte de Minas Gerais (região Sudeste do Brasil).

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    Conceito de feudalismo: sistema político, econômico e social que vigorou na Idade Média.
    Sociedade Feudal : hierarquizada
    Clero (padres, bispos, papa), Nobreza (reis, condes, senhores feudais, duques, cavaleiros), Servos (camponeses)
    A vida dos Camponeses: trabalhavam para manter a nobreza e o clero
    Obrigações dos servos:
    - talha (metade da produção o servo deveria pagar para o senhor feudal), corvéia ( de 3 a 4 dias de trabalho de graça nas terras do senhor feudal) , banalidades ( taxas que os servos pagavam para usar as instalações do castelo), tostão de Pedro (dízimo pago para a Igreja)
    O Feudo: unidade de produção na Idade Média
    - Feudo: propriedade do senhor feudal que concedia a autorização de uso para a família do servo em troca do pagamento de obrigações
    - Instalações do feudo : castelo (habitação do senhor feudal e sua família), vila camponesa, igreja, moinho, estábulo, terras de produção
    O poder da Igreja Católica durante o feudalismo
    - poder econômico, político e cultural
    - o teocentrismo ( explicação religiosa para quase tudo)

    RESUMO DO FEUDALISMO
    O feudalismo foi um sistema político, econômico e social que vigorou na Idade Média. A sociedade feudal era hierarquizada, ou seja, os cargos dos superiores passavam de geração para geração, e era dividida em três partes: Clero (padres, bispos, papa), Nobreza (reis, condes, senhores feudais, duques, cavaleiros), Servos (camponeses).
    Os servos trabalhavam para garantir a boa vida do Clero e da Nobreza, além disso o senhor Feudal, que era como se fosse um presidente do feudo, garantia a segurança dosa servos através do trabalho que era praticamente escravo.
    O maior poder da época e também no feudo era do Clero, ou seja, da igreja católica. Eles dominavam econômica, política e socialmente a população. O feudo era dividido em: castelo (habitação do senhor feudal e sua família), vila camponesa, igreja, moinho, estábulo, terras de produção.