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Ed. 195 – Interesse peruano em manter acordos comerciais com Rondônia é evidente

8 de June de 2010 Sem Comentários

Mais de 20 empresários de Tacna – cidade localizada no extremo sul do Peru – a 52 km da fronteira com o Chile e a mais de mil quilômetros da capital Lima, vieram a Rondônia para negociar os principais produtos: azeitona, azeite de oliva e orégano. As participações do cônsul geral do Peru no Acre e Rondônia, Jesus Carranza Quiñones, do conselheiro econômico peruano no Brasil, Antônio Castilho, do advogado tributarista, Francisco Pantigoso e dos empresários peruanos no I Congresso Internacional confirmaram o interesse pelas potencialidades econômicas de Rondônia.

“O Congresso Internacional oportunizou a ambos os lados que conhecessem, em detalhes, as facilidades e dificuldades de negociar. Os empresários peruanos, não apenas de Lima, mas de outras regiões fronteiriças e da parte sul do país como Tacna e Arequipa, têm interesse em estabelecer e concretizar negócios com os empresários rondonienses” afirmou Carranza ao salientar que Rondônia tem uma localização estratégica muito favorável para a região Sulamericana.

O presidente do Sistema FIERO, Denis Baú falou sobre a importância da participação do Peru na Semana da Indústria. “Diante das possibilidades de negociação, é fundamental que se discutam as dificuldades logísticas existentes entre os países andinos que almejam uma parceria com o Brasil e o Estado de Rondônia”. Baú ressaltou que as parcerias e o intercâmbio comercial funcionam como via de mão dupla, mediante a realização de projetos que beneficiam ambos os países.

“O Congresso foi satisfatório. Conseguimos reunir na mesma mesa, o empresário que tem o produto, o que transporta e as autoridades para um debate que identificasse os gargalos, os entraves burocráticos que dificultam a concretização dos negócios”, acrescentou Baú, que ao final do Congresso, disse que o Sistema FIERO entregará um documento às autoridades ou órgãos competentes, onde estarão listados e registrados os gargalos que precisam ser solucionados para que o intercâmbio comercial com cada país de fronteira realmente aconteça. “A vontade de fazer negócios é evidente”, finalizou o presidente do Sistema FIERO.