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Ed. 191 – Etanol de cana-de-açúcar produzido no Brasil é classificado como “biocombustível avançado”

5 March 2010 0 Comentários

Em relatório divulgado no início de fevereiro, a Agência de Proteção Ambiental dos EUA (“Environmental Protection Agency” – EPA) reconheceu que o etanol de cana-de-açúcar produzido no Brasil reduz em 61% a emissão de gases do efeito estufa, quando comparado à gasolina. Em conseqüência, o etanol brasileiro recebeu a classificação de “biocombustível avançado”, atribuída àqueles que reduzem em pelo menos 50% as emissões de gases causadores do efeito estufa. Segundo as metas de longo prazo estabelecidas pelo Congresso norte-americano, tanto o volume quanto a proporção de “biocombustíveis avançados” em relação ao total de biocombustíveis consumidos no país deverão elevar-se progressivamente, chegando, em 2022, a 80 bilhões de litros (dos 136 bilhões de litros de biocombustíveis que deverão ser consumidos naquele ano).

Contribuiu para a decisão da EPA a atuação conjunta e coordenada do Governo, da comunidade científica e do setor privado brasileiros, desde o início dos debates sobre a nova legislação norte-americana para o setor energético, em 2007.

Em paralelo, a estreita cooperação mantida pelo Brasil e pelos EUA, nos quase três anos de existência do Memorando de Entendimento sobre Biocombustíveis, tem gerado resultados significativos no sentido da formação de um mercado internacional para o etanol e o biodiesel, objetivo compartilhado pelos dois maiores produtores e consumidores de biocombustíveis do mundo.

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