George Soros vai caçar dinheiro para o clima
O secretariado-geral das Nações Unidas distribuiu ontem um comunicado nomeando o comitê internacional de alto nível encarregado de uma tarefa simples: descobrir como arrumar US$ 100 bilhões até 2020 para financiar o combate a a adaptação às mudanças climáticas nos países pobres. É o único ponto concreto que consta no Acordo (ou Acordão) de Copenhague, a declaração política produzida no final da desempolgante conferência climática na Dinamarca.
No que depender desse grupo, o dinheiro vai aparecer. O secretário Ban Ki-moon escolheu gente que entende do riscado, como o megafinancista George Soros, o assessor econômico de Barack Obama Larry Summers, o vice-presidente do Deutsche Bank, Caio Koch-Weser (nascido no Brasil, aliás), e o ex-economista-chefe do Reino Unido, Nicholas Stern.
O Brasil será representado por um diplomata, o embaixador Pedro Luiz Carneiro de Mendonça, subsecretário para Assuntos Econômicos e Tecnológicos do Itamaraty. Outros países emergentes, como África do Sul, México e China, mandaram representantes de nível mais alto, ministros e vice-ministros de Finanças e Planejamento. Mendonça não quis dar entrevista.
O grupo tem sua primeira reunião marcada para o dia 29, em Londres.
Folha de São Paulo














