Por Fernanda Domiciano
A evolução humana está diretamente ligada à alimentação e a produção de alimentos. É com esse foco que a exposição “Arte Palavra Alimento”, no Instituto Biológico (IB-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, leva ao público a uma experiência imersiva para dialogar sobre alimentação e o desafio de alimentar uma população crescente, urbana e cada vez mais envelhecida. Por meio da arte e recursos altamente tecnológicos, a exposição mostra ao público a importância da agropecuária e a necessidade de se produzir preservando os recursos naturais. Em exibição até 13 de novembro de 2016, em São Paulo, Capital, a exposição é realizada pela produtora cultural Incentivar, empresa do Grupo Komedi, com patrocínio da empresa Syngenta, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.
A abertura da exposição, para convidados, foi realizada em 31 de outubro de 2016 e contou com a presença do secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim, pesquisadores do IB e dirigentes da Syngenta. Em 2017, a exposição já está confirmada para ser realizada em Campinas, Curitiba e Belo Horizonte. O evento é gratuito e tem classificação livre.

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O objetivo do projeto é fazer com que o público se sinta parte da história, demonstrando como a necessidade de alimentos contribuiu para a mudança no modo de vida dos grupos humanos e, atualmente, movimenta diversas cadeias produtivas da economia até chegar às mesas. O conteúdo das projeções destaca a presença dos principais alimentos consumidos pelo homem desde 5 mil anos antes de Cristo até os dias atuais, além de abordar questões importantes como segurança alimentar e desperdício.
O recurso encontrado pelos VJs Spetto, Zaz e Ortega, responsáveis pelo “Arte Palavra Alimento”, para chamar a atenção do público foi utilizar as chamadas projeções fulldome, em três domos geodésicos instalados ao lado do maior cafezal urbano do País, do Instituto Biológico.  Esses domos são cúpulas de até 8,5 metros de diâmetro especialmente concebidas para projetos de vídeos a 360º. Com o recurso, o público se sente literalmente dentro da projeção, o que promove a imersão do visitante no assunto apresentado.
Para Thais Milagres, produtora do projeto “Arte Palavra Alimento”, a população tem cada vez mais acesso a informações e está cada vez mais crítica a aquilo que consome e traz para a mesa. “A exposição utiliza a produção artística como uma forma de dialogar e apresentar reflexões acerca da alimentação utilizando uma linguagem intrinsecamente ligada à tecnologia. A ideia é aproximar essas reflexões de crianças e jovens, por meio do estimulo visual, com a linguagem artística dos VJs”, explica.
Abertura

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Durante a abertura, Arnaldo Jardim falou sobre a importância da iniciativa para aproximar o público urbano da produção de alimentos e, assim, desmitificar preconceitos. “Apesar da evolução que nós temos na produção agropecuária, ainda permanecem preconceitos com relação a esta produção, principalmente em relação à questão ambiental. A produção agropecuária paulista e brasileira é sustentável. Temos pecados pontuais, que devem ser tratados e corrigidos, mas eles correspondem a uma pequena parcela da produção paulista e nacional”, afirmou o secretário.
De acordo com o titular da Pasta, outro ponto importante é desmitificar também a ideia da população de que a produção agropecuária é primária, quase artesanal, desprezando os avanços científicos e tecnológicos, que fazem do Brasil o maior detentor de tecnologia agrícola tropical do mundo. “Há tanta ciência e tecnologia em um grão de milho como em um chip. E nós até usamos os chips na produção, para fazer o georreferenciamento, por exemplo. Há um dinamismo científico e tecnológico na agropecuária e este evento é uma possibilidade de demonstrar isso para a população urbana e para o próprio meio rural”, explicou.
Para Pablo Casabianca, diretor de assuntos corporativos da Syngenta, o mundo tem o desafio de alimentar uma população cada vez maior, mais velha e urbana – e o Brasil tem importante atuação neste sentido. “O Brasil ainda tem muito potencial a ser explorado. A Syngenta tem compromisso com a agricultura sustentável. É uma grande oportunidade para nós podermos participar de iniciativas culturais, especialmente de projetos como o Arte Palavra Alimento, que além de ter uma abordagem inovadora, destaca os desafios da segurança alimentar. O conteúdo transmite a mensagem de esperança no futuro, mas com atenção voltada para a necessidade de mudança de hábitos agora”, explicou.
O diretor-geral do Instituto Biológico, Antonio Batista Filho, falou sobre a importância da iniciativa e a parceria que a entidade mantém com a empresa Syngenta. “O Instituto Biológico está sempre de portas abertas para a população. Temos diversas iniciativas neste sentido como o Planeta Inseto, o cafezal urbano e os Ciclos Econômicos Agrícolas. São ações que visam levar à população conhecimento sobre esses assuntos e sobre os trabalhos científicos do Instituto Biológico”, afirmou.
Rose Marie de Souza Oliveira Rodrigues, diretora de assuntos regulatórios em segurança de produtos da Syngenta, comentou sobre a importância desta parceria para o desenvolvimento de pesquisas com abelhas e difusão do conhecimento dos insetos. “No cafezal do IB realizamos um trabalho com polinizadores, em que verificamos um aumento de produção de 35%. A Syngenta também apoia o Planeta Inseto, único zoológico de insetos da América Latina e que tem um ‘Big Brother’ das abelhas, em que o público pode ver o interior de uma colmeia de abelhas sem ferrão”, afirmou.
“Arte Palavra Alimento” – Uma viagem no tempo em fulldome
De 1 a 13/11/2016
Instituto Biológico: Avenida Conselheiro Rodrigues Alves, 1252 – Vila Mariana – São Paulo – SP
Horários:
Segunda à sexta-feira: das 9h às 12h | das 13h às 17h
Sábados, domingos e feriado: das 11h às 18h
Classificação etária livre
ENTRADA GRATUITA

Fotos Hélio Filho

Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo