Se os números da recomposição das matas ciliares (vegetação na beira de rios fundamental para a biodiversidade) ainda são tímidos no Estado de São Paulo, existe pelo menos uma mudança de cultura em relação ao problema, segundo pesquisadores ouvidos pela Folha.

“Aqui no Vale do Paranapanema, a situação melhorou muito”, diz Giselda Durigan, engenheira florestal do Instituto Florestal de São Paulo. “Pelo menos não há mais lavoura até a margem do rio. Plantios foram feitos e a qualidade da água dos rios melhorou”, diz.

Apesar das ações pró-ativas, a recuperação ainda engatinha. Como a recomposição da mata ciliar só é obrigatória para quem desmatou a partir de 1989, e ela chega a custar R$ 15 mil por hectare, poucos plantios ocorrem de fato.

Em São Paulo, existe 1 milhão de hectares degradados de mata ciliar. “Temos hoje comprometidos, via Ministério Público, a recuperação de 18 mil hectares, que está em curso”, diz Ricardo Rodrigues, da USP.

O Estado tem ainda um banco de áreas no total de 1.900 hectares para os interessados.

da Folha de S.Paulo