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Rio prevê R$ 509 milhões para 175 ônibus elétricos: primeira PPP do Brasil avança com BNDES e Fundo Clima

Rio de Janeiro investe R$ 509 milhões em 175 ônibus elétricos com PPP, BNDES e Fundo Clima. Saiba como isso reduz emissões e melhora a mobilidade urbana sustentável.

RPRedação Planeta Ecoturismo25 de setembro de 2026 · 6 min de leitura
Rio prevê R$ 509 milhões para 175 ônibus elétricos: primeira PPP do Brasil avança com BNDES e Fundo Clima

A Prefeitura do Rio de Janeiro apresentou nesta sexta-feira (25) os números da parceria público-privada (PPP) para ônibus elétricos. O projeto prevê investimento total de R$ 508,9 milhões para colocar 175 veículos 100% elétricos nas ruas, com financiamento majoritário do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) por meio do Fundo Clima. O anúncio foi feito no Terminal Gentileza, em São Cristóvão.

A documentação técnica da PPP será publicada na segunda-feira (28) e ficará em consulta pública por 30 dias. Depois disso, a prefeitura quer lançar o edital, realizar a licitação em dezembro e assinar o contrato em janeiro de 2027. O acordo terá duração de 16 anos: um de implantação e 15 de operação. Os primeiros coletivos devem começar a rodar em outubro de 2027.

O que foi anunciado: R$ 509 milhões para 175 ônibus elétricos no Rio

O pacote financeiro se divide em três fontes. O BNDES entra com R$ 329 milhões do Fundo Clima, linha que apoia projetos de redução de emissões de gases de efeito estufa. A futura concessionária investirá R$ 141,2 milhões, e o município aportará R$ 38,8 milhões. A soma bate nos R$ 508,9 milhões divulgados pela gestão municipal.

A entrega será escalonada. A primeira remessa, com 25 ônibus, chega em outubro de 2027. Outros 80 veículos entram em operação até janeiro de 2028, e os 70 restantes até julho do mesmo ano. Para o secretário municipal de Transportes, Jorge Arraes, o porte do projeto o diferencia de tentativas anteriores: "É um pouco mais do que um projeto-piloto, é um projeto de porte", disse ele durante o anúncio à imprensa.

Os veículos terão piso baixo, ar-condicionado, carregadores USB, câmeras e sensores. Rodarão exclusivamente a bateria, com recarga feita sobretudo à noite. A garagem pública será erguida na Vila do João, na Maré, em frente à Fiocruz, na Avenida Brasil. O terreno tem cerca de 41 mil metros quadrados, dos quais 23 mil m² serão destinados à garagem. Quem já conhece o modelo de transporte de destinos como Bonito, no Mato Grosso do Sul, sabe como infraestrutura bem planejada muda a experiência de quem visita a cidade.

Como funciona a PPP e o papel do BNDES e do Fundo Clima

A PPP transfere à iniciativa privada a responsabilidade pela operação e manutenção dos ônibus e da infraestrutura de recarga, enquanto o poder público define as regras e fiscaliza o serviço. O BNDES atua como financiador, com recursos do Fundo Clima.

O Fundo Clima é uma linha do BNDES que apoia projetos de redução de emissões de gases de efeito estufa, incluindo a eletrificação de frotas e a infraestrutura de recarga. O modelo permite que o Rio não desembolse todo o valor de uma vez, diluindo o custo ao longo dos 16 anos de contrato.

O histórico do BNDES nesse setor reforça o peso da operação. Segundo o banco, desde 2023 suas operações já viabilizaram cerca de R$ 5,8 bilhões em investimentos para eletrificação de frotas no país, com mais de 1,8 mil ônibus elétricos financiados. O Rio entra em um movimento que já alcança outras capitais.

Infraestrutura de recarga e logística: o desafio das garagens elétricas

Eletrificar uma frota de 175 veículos exige mais do que comprar os ônibus. O projeto prevê a instalação de infraestrutura de recarga na garagem da Vila do João. A recarga será feita principalmente durante a noite.

A escolha dos modelos de ônibus e dos carregadores ainda está em aberto. A recarga será planejada para não interferir na rotina das linhas, com carregamentos noturnos na garagem.

A lógica é semelhante à de outras cidades que já eletrificaram frotas: concentrar a recarga no período noturno, quando a demanda da rede elétrica é menor e a tarifa tende a ser mais baixa. O sucesso dessa equação depende de planejamento energético fino, algo que o projeto carioca começa a detalhar a partir da consulta pública.

Impacto na descarbonização e na qualidade do ar do Rio

Trocar 175 ônibus a diesel por elétricos tem efeito direto na qualidade do ar. Veículos a diesel emitem material particulado e óxidos de nitrogênio, poluentes associados a doenças respiratórias e cardiovasculares. A troca beneficia especialmente crianças e idosos, grupos mais vulneráveis à poluição urbana. A redução de emissões de gases de efeito estufa também é significativa, alinhada ao compromisso municipal de chegar a 20% da frota com veículos de emissão zero até 2030, o equivalente a cerca de mil ônibus.

A PPP carioca pode servir de modelo para outras cidades brasileiras. O desenho financeiro, combinando Fundo Clima, aporte privado e contrapartida municipal, oferece um caminho replicável para municípios que não têm capacidade de investimento próprio suficiente para eletrificar frotas inteiras. Especialistas em mobilidade urbana sustentável apontam que o sucesso depende de tarifas justas, manutenção adequada e integração com outros modais, como o metrô e os trens.

O projeto também dialoga com a agenda de turismo sustentável. Cidades com ar mais limpo e transporte público moderno tendem a atrair visitantes interessados em destinos urbanos com pegada ambiental menor. Para o Rio, que combina patrimônio natural e turismo de massa, a eletrificação da frota é um passo concreto na direção de uma mobilidade que não comprometa os ecossistemas que a cidade explora como ativo turístico. É uma lógica parecida com a de destinos que enfrentam pressão de visitação, como Fernando de Noronha, onde cada decisão de infraestrutura pesa sobre o ambiente.

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Perguntas frequentes

Qual é o valor total do projeto de ônibus elétricos no Rio? O investimento previsto é de R$ 508,9 milhões. Desse total, R$ 329 milhões vêm do BNDES via Fundo Clima, R$ 141,2 milhões da futura concessionária e R$ 38,8 milhões do município.

Quando os primeiros ônibus elétricos começam a operar? A primeira remessa, com 25 veículos, está prevista para outubro de 2027. Outros 80 chegam até janeiro de 2028, e os 70 restantes até julho do mesmo ano.

O que é o Fundo Clima e como ele financia o projeto? É uma linha do BNDES voltada a projetos de redução de emissões de gases de efeito estufa. No caso do Rio, financia a compra dos ônibus e a infraestrutura de recarga.

Onde os ônibus vão recarregar? A recarga será feita principalmente à noite em uma garagem pública na Vila do João, na Maré, em frente à Fiocruz, na Avenida Brasil. O terreno tem cerca de 41 mil m², dos quais 23 mil m² serão usados como garagem.

O que muda para quem usa o transporte público? Os veículos terão piso baixo, ar-condicionado, carregadores USB, câmeras e sensores. A operação começa em 2027.

Qual a meta do Rio para veículos de emissão zero? A prefeitura pretende chegar a 20% da frota com veículos de emissão zero até 2030, o equivalente a cerca de mil ônibus.

Quem acompanha projetos de conservação sabe que a transição energética urbana conversa com pautas de preservação em biomas como o Cerrado, tema do guia de ecoturismo na Chapada dos Veadeiros.


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Redação Planeta Ecoturismo

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