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Ecoturismo

Morro da Igreja - Urubici/SCO Ecoturismo é um segmento da atividade turística que utiliza, de forma sustentável, o patrimônio natural e cultural, incentiva sua conservação e busca a formação de uma consciência ambientalista através da interpretação do ambiente, promovendo o bem-estar das populações envolvidas.

O Brasil é reconhecido internacionalmente pela profusão e combinação de fatores que o distinguem como país de maior potencialidade para o desenvolvimento do ecoturismo.

O Governo Federal, cônscio de sua responsabilidade no processamento dessas matérias-primas para a modelagem de produtos ecoturísticos qualificados, promoveu estudos pormenorizados da realidade ecoturística brasileira, implementados no âmbito do programa Pólos de Desenvolvimento de Ecoturismo no Brasil.

Os pólos de ecoturismo são zonas geográficas localizadas em cada estado que apresentam atrativos naturais e culturais de interesse ecoturístico. Eles têm prioridade para investimentos do setor público e privado para o desenvolvimento da atividade turística. A implantação de pólos depende de planejamento, envolvimento das comunidades locais, conservação dos atrativos naturais e investimentos em infra-estrutura, equipamentos e serviços turísticos.

Foto: Marcelo Maestrelli e Lyanne Rehder

PATRIMONIO DA HUMANIDADE

O Brasil é um país repleto de belezas naturais ou produzidas pela mão do homem, certificadas pela Unesco como Patrimônio da Humanidade.
Olinda, em Pernambuco, um contraste da arquitetura antiga com a beleza do mar; Ouro Preto, em Minas Gerais, exemplo da arquitetura barroca; Congonhas, também em Minas Gerais, com as esculturas do maior representante da arte barroca, o mestre Aleijadinho; Pelourinho, em Salvador, na Bahia, com seus casarões coloniais, onde pode ser encontrada a Igreja de São Francisco, decorada em ouro.

E mais: São Luís, no Maranhão, o maior conjunto arquitetônico de origem portuguesa na América Latina; São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul, ponto alto do Circuito Internacional das Missões Jesuítas; Lapinha, em Minas Gerais, Patrimônio Natural da Humanidade, uma imensa gruta com 511 metros de extensão e 40 metros de profundidade; Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná, com 272 quedas d’água, com até 82 metros e altura; Brasília, a arrojada Capital Federal, cidade que exibe o belíssimo conjunto arquitetônico de Oscar Niemeyer.

Cabe aqui lembrar que o JORNAL ECOTURISMO, há alguns anos, levantou a bandeira para que fossem honrados com essa distinção a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, um dos orgulhos nacionais na Amazônia, e o Real Forte Príncipe da Beira, com suas muralhas de 10 metros de altura, 970 m² de área, no Estado de Rondônia.

CRESCIMENTO DO ECOTURISMO

Nos últimos anos, o Ecoturismo vem crescendo rapidamente, aumentando a procura por esse tipo de turismo, o número de publicações, de programas de TV, de órgãos ligados ao assunto etc. Segundo a Organização Mundial do Turismo, enquanto o turismo cresce 7,5% ao ano, o ecoturismo cresce mais de 20%.

Existem diversas hipóteses para tentar explicar o porquê de as pessoas estarem buscando esse tipo de atividade. As mais comuns são a preocupação com o meio ambiente, maior conscientização ecológica e uma maneira de fugir da rotina e do estresse dos grandes centros urbanos.

Estima-se que mais de um milhão de pessoas no Brasil pratiquem o ecoturismo, que deve empregar milhares de pessoas, através de, no mínimo, 10 mil empresas e instituições privadas.

Para que uma atividade se classifique como ecoturismo, são necessárias quatro condições básicas: respeito às comunidades locais; envolvimento econômico efetivo das comunidades locais; respeito às condições naturais e conservação do meio ambiente e interação educacional – garantia de que o turista incorpore para a sua vida o que aprende em sua visita, gerando consciência para a preservação da natureza e dos patrimônios histórico, cultural e étnico.

O caminho ideal para o ecoturismo é o que se chama de desenvolvimento sustentável. Este conceito propõe a integração da comunidade local com atividades que possam promover a conservação e o uso sustentável dos recursos naturais e culturais.

Onde Praticar Ecoturismo no Brasil?

Estação Ecológica do Taim

Parque Nacional de Superagüi

Estação Ecológica de Itaimbezinho

Estação Ecológica de Paleorrota

Estação Ecológica de Bombinhas

Estação Ecológica de Juquitiba

Estação Ecológica de Socorro

Estação Ecológica de Brotas

REGRAS DE ECOTURISMO

  • Procure sempre agências autorizadas a operar com ecoturismo.
  • Verifique se o guia conhece a região e tem treinamento em primeiros socorros e salvamentos.
  • Para lugares de mata fechada e/ou de difícil acesso, recomenda-se o uso de bússola e carta topográfica.
  • Só pratique ecoturismo em trilhas oficiais, devidamente mapeadas.
  • Avise familiares ou amigos sobre o passeio, informando o horário de início e previsto para o retorno.
  • Mantenha em sua mochila um estojo com material de primeiros socorros.
  • Jamais se aventure em trilhas com pessoas despreparadas ou com guias inexperientes.
  • Use calçados e roupas apropriados para cada tipo de trilha.
  • Leve telefone celular ou radiocomunicação, para solicitar socorro, caso seja necessário.
  • Tenha, entre os seus apetrechos, apitos (eles são úteis na localização), lanternas e pilhas.
  • Carregue sempre água e mantimentos adequados para praticantes de longas caminhadas, como barras de nutrientes.
  • Se não tem experiência, procure trilhas com grau menor de dificuldade.
  • Não, abuse da sua saúde com passeios que estão além do seu condicionamento físico.

Se por acaso você estiver perdido, faça o seguinte:

  • Mantenha a tranqüilidade, procurando acalmar os mais nervosos.
  • Marque o local de onde se encontra com sinais ou se utilizando de características do ambiente.
  • Procure sempre o leito do rio, tendo como referência o barulho das corredeiras e cachoeiras.
  • Permaneça próximo às margens do rio, facilitando o resgate.
  • Redobre os cuidados para evitar acidentes que possam complicar ainda mais a situação de quem se encontra perdido.
  • Jamais divida o grupo para buscar socorro ou a saída da trilha.

(Fonte: Corpo de Bombeiros)

TIPOS DE ECOTURISMO

O Ecoturismo, novo e importante setor do turismo brasileiro, tem crescido a cada ano e agora começa a ser encarado como excelente alternativa para o desenvolvimento sustentável de inúmeras regiões. Afinal de contas, exercitar o corpo e, no caminho, contemplar a natureza, é tudo que estava faltando para o ser humano enfrentar o dia-a-dia.

BÓIA CROSS

Bóia-CrossNo início era apenas uma brincadeira de garotos ousados, que se aventuravam nas corredeiras de rios usando câmara de pneus de caminhão. Mas o número de adeptos do bóia-cross aumentou, provocando o desenvolvimento de equipamentos específicos que facilitam as manobras. A câmara-de-ar agora é revestida por uma capa com alças de segurança. Para remar, usam-se os próprios braços, com uma luva especial que auxilia os movimentos, tornando as bóias dirigíveis.

O praticante pode descer as corredeiras sentado na bóia ou de peito sobre ela. A melhor opção é ir deitado de bruços, mais fácil para remar e direcionar a câmara-de-ar desviando de pedras. Assim como no rafting, no bóia-cross é necessário informar-se sobre a classificação das corredeiras dos rios.

Foto: Yves Junqueira

CANOAGEM

A canoagem pode ser praticada em águas calmas, no mar ou em corredeiras de rios. O esporte – que faz parte das Olimpíadas desde os Jogos de Berlim, em 1936 -, usa canoas ou caiaques. A canoa mais comum, chamada de canadense, é muito pouco divulgada por aqui.

Os caiaques mais usados no Brasil são embarcações fechadas, para um, dois ou quatro remadores, cada um, portanto um remo com duas pás. A canoagem em águas calmas não requer experiência, mas a descida de corredeiras exige técnica e noções de segurança.

RAPEL

Atividade segura, o rapel é a descida de paredões, abismos e cachoeiras, com o auxílio de cordas. Essa técnica de escalada, utilizada também no caving e no canyoning, pode ser positiva (com apoio dos pés), guiada (com desvio diagonal da trajetória, para evitar torrente) ou fraciosanada (dividido em vários rapéis menores para encontrar um caminho mais seguro). Não é raro ver nas grandes cidades pessoas praticando rapel em pontes e viadutos como forma de treinamento.

CAVALGADA

Curtir a natureza ao som do trote de um cavalo é um passeio seguro para todas as idades. CavalgadaA cavalgada é um meio eficiente de percorrer longas distâncias e atingir regiões cujo terreno apresenta obstáculos. O cavalo é a melhor forma de se locomover no Pantanal, por exemplo, pois atravessa áreas alagadas, onde há muita água para o veículo motorizado, mas pouca para a travessia de barcos. A figura de um cavalo aparece com freqüência em desenhos rupestres, registrando a história de cavalgada, mas apenas noções básicas de equitação, parque que o cavaleiro possa manejar com segurança o animal. Antes de iniciar a cavalgada, o cavaleiro recebe instruções de manejo e aprende a lidar com o equipamento e com o cavalo. Todos os ensinamentos são aprendidos na prática, nos passeios organizados por agências especializadas.

Foto: Marcusrg

VOO LIVRE

A asa-delta é fabricada com tecido resistente (dacron), um trapézio de tubos de alumínio (para controlar a direção), um tubo transversal (para sustentar a asa aberta), a quilha (centro de gravidade), dois tubos angulares na ponta dianteira da asa, um cinto e um mosquetão (para prender o piloto à asa). Um vôo bem sucedido depende da checagem dos equipamentos, que devem seguir normas de segurança, das condições climáticas e da experiência do piloto, o que requer um curso especializado. Para experimentar a sensação de voar, deve-se praticar um vôo duplo, junto com o instrutor.

CANYONING

CannyingO canyoning é a exploração de cânions usando técnicas de escalada. Embora a vitrina da atividade seja o rapel em cascatas, amplamente praticado no Brasil, o esporte requer conhecimento mais abrangente.

O adepto deve ter noções de segurança em rapel e escalada, natação e de espeleologia, que permitam avaliar os obstáculos durante a exploração de cânions e rios sem garganta. O canyoning tem origem franco-espanhola, pois surgiu quando um grupo de espeólogos procurava cavernas nos cânions dos Pireneus – cadeia de montanhas no norte da Espanha e no sul da França. A atividade foi introduzida no Brasil em 1990.

Foto:  Cyril Bèle

TREKKING

Com disposição, qualquer um pode aderir às caminhadas que, além de baratas, não requerem equipamentos especiais. Entretanto, desbravar lugares selvagens, cruzando florestas, rios, montanhas e dunas de areia, exige planejamento e, muitas vezes, a companhia de guias experientes.